Resenha: Sonata em Punk Rock de Babi Dewet




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" Por que alguém escolheria uma orquestra se pode ter uma banda de rock? Essa sempre foi a dúvida de Valentina Gontcharov. Entre o trabalho como gerente do mercado do bairro e as tarefas de casa, o sonho de viver de música estava, aos poucos, ficando em segundo plano. Até que, ao descobrir que tem ouvido absoluto e ser aceita na Academia Margareth Vilela, o conservatório de música mais famoso do país, a garota tem a chance de seguir uma nova vida na conhecida Cidade da Música, o lugar capaz de realizar todos os seus sonhos. No conservatório, Tim, como prefere ser chamada, terá que superar seus medos e inseguranças e provar a si mesma do que é capaz, mesmo que isso signifique dominar o tão assustador piano e abraçar de vez o seu lado de musicista clássica. Só que, para dificultar ainda mais as coisas, o arrogante e talentoso Kim cruza seu caminho de uma forma que é impossível ignorar.
Em um universo completamente diferente do que estava acostumada, repleto de notas, arpejos, partituras, instrumentos e disciplina, Valentina irá mostrar ao certinho Kim que não é só ele que está precisando de um pouco de rock’n’roll, mas sim toda a Cidade da Música.
"



Em Sonata em Punk Rock conhecemos Valentina, a Tim. Ela é talentosa e determinada com o que quer. Herdou seu dom para a música do pai, um ótimo violinista, porém não é presente em sua vida.
Mesmo sabendo que o pai a abandou com a mãe, há dez anos e vive com outra família, Tim não desiste de nada e se mantém firme diante das dificuldades. Mas quando Tim descobre que foi aprovada na Academia Margareth Vilela, uma das melhores do mundo, ela fica desesperada.

Por ser uma das melhores, o valor que deveria pagar era muito alto e ela não possuía esse dinheiro. Assim, ela acaba tendo que aceitar o dinheiro de seu pai Alexander Gontcharov, que enriqueceu com a música. Feito isso, Tim vai para A Cidade da Música, a Vilela. Ela sabia que enquanto estudasse lá, nada seria fácil e estava preparada, com seu estilo punk rock. Mas Tim tinha que se adequar a escola, se quisesse se dar bem por lá.


Então, conhecemos Kim, o filho da diretora da escola. Era um coreano e excelente pianista. Mas Kim parece não se importar muito com a academia, vai as aulas quando bem entende e tudo certo.

Tim é super fã de kpop e rock, mas na academia os alunos se interessam pela música clássica, o que é totalmente o contrário do gosto de Tim. Assim, com esse choque de culturas, ela tem que se adaptar a essas coisas, para conseguir se manter na Academia. Era um lugar disciplinado e Tim, com seu espírito rebelde, não sabia se conseguiria se encaixar ali.

Como em muitas coisas que vimos, se você não tem status, você não se enturma. E foi assim com Valentina nos primeiros dias; por ser diferente dos demais, ela acabou por ficar sozinha, até encontrar um grupo de pessoas parecida com ela.


No primeiro dia, Tim e Kim se conhecem e logo percebemos que apesar de talentoso, Kim tem uma personalidade esnobe; porém mais para frente conseguimos entender o porquê.

A história gira em torno dos dois, em como Tim tenta se adaptar a Academia e em seu relacionamento com Kim. Quando Tim escolhe o piano como instrumentos, ela recorre a Kim pedindo ajuda. Mesmo relutante, o menino resolve ajuda-la, mesmo não querendo muito.


" Forget all your troubles and sadness, my friend. Remember the good times and think 'I can'.

  Esqueça todos os seu problemas e tristeza, meu amigo. Lembre-se dos bons tempos e pense 'Eu consigo'. "

No geral, foi uma boa história. Divertida na medida certa e fácil de ler. Mas em muitos momentos, eu achava um pouco lento e chato o desenrolar, mas logo isso passava.

Outra coisa que gostei foi a playlist. No começo de cada capítulo havia o nome de uma música e ao final, uma lista que formavam uma playlist, confesso que vivo ouvindo-a. Ela vai desde kpop a rock, que são meus gêneros favoritos.


A Cidade da Música fora muito bem pensada, tem uma proposta legal. Eu gostei muito desse ambiente em volto de música e aprendizagem, como se fosse um High School Music da faculdade. Com certeza, é um livro que eu indico e que lerei mais vezes. E como será uma trilogia, creio que veremos mais sobre Vilela.


Acompanho Babi Dewet há um tempo, por conta do kpop. Mas este foi o primeiro livro que li dela e acho que não poderia ter sido melhor. Sempre quis ler "Sábado à noite", mas nunca havia conseguido por inúmeros motivos, mas fiquei extremamente feliz em ter esse primeiro contato com ela, através de Sonata em Punk Rock.


" A vida é como uma orquestra: são necessários muitos instrumentos em harmonia para que a música toda faça sentido. Mas, na maioria das vezes, você nem sabe tocar esses instrumentos. E sempre vai ter alguém dizendo que seu gosto musical é ruim, mesmo que seja o som que te faz feliz. E isso é um saco! Principalmente quando se é jovem e cheio de sonhos. Às vezes, para assumir a regência de nossas vidas, precisamos trocar a partitura. Afinal, por que alguém escolheria uma orquestra se pode ter uma banda de rock? "

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